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24 de março de 2014

Lenine percorre projetos socioambientais pelo Brasil em nova turnê

Lenine em Floresta Sustentável / Divulgação
Lenine dá início a uma turnê por 12 projetos socioambientais pelo Brasil para encontros com as comunidades, gestores, técnicos e, claro, para fazer o que mais gosta: música. "A arte é um instrumento de aproximação poderoso por uma sociedade mais justa, gosto de acreditar que a minha música vai além do que meramente canto", explica ocantautor, que também é botânico autodidata, colecionador de orquídeas (ou "orquidoido", como prefere) e apoiador engajado de grupos de preservação ambiental.

O cenário é uma criação do designer João Bird - que viveu e trabalhou durante 10 anos na Amazônia com organizações como WWF (World Wide Fund for Nature) e FSC (Forest Stewardship Council). O palco é um trançado de lonas de caminhão usadas, mangueiras de incêndio com validade vencida, ambas recicladas, além de estruturas de bambu. O espaço vai se transformando ao longo da turnê, sendo carimbado por cada projeto visitado.

Com sustentabilidade em cada detalhe, a camisa da turnê foi assinada pela designer Marceli Mazur, que desenvolve um trabalho social em comunidades do Rio de Janeiro, e batizou a peça de “Mãe Terra”.

Robson de Cassia, light designer com formação na escola francesa Scaenica, concebeu o projeto dos encontros com  tecnologia ecologicamente correta e inédita num show: a "Waka Waka", criada por um empreendimento social como solução para famílias que não têm acesso à eletricidade. A organização luta para abolir a pobreza energética em todo o mundo e desenvolveu uma das mais eficientes lâmpadas solares de LED, que provêm cerca de 16 horas de luz após um único dia de sol.

Para completar o projeto, entra em cena um outro modelo de iluminação, também abastecida por energia solar, a "N222 Huron", da Nokero. Como o próprio nome diz: Non Kerosene! Uma alternativa viável para substituir o querosene ou outros combustíveis nocivos que ainda são usados em lampiões nas regiões mais vulneráveis do mundo. Criadas como uma alternativa de alta tecnologia e baixo custo, essas fontes de energia sustentável prometem surpreender no palco.

O compositor é colaborador de grupos como o Witness (ao lado do músico e defensor dos direitos humanos Peter Gabriel), Rain Forest Alliance, SOS Mata Atlântica, WWF, Projeto Albatroz Brasil, Orquestra Sinfônica Heliópolis, campanha Ser Diferente é Normal, do Instituto Metasocial, entre outros projetos. Ainda no ginásio, Lenine começou a mergulhar com um colega chamado Cesar Coelho - que se tornaria um dos fundadores do Tamar e aproximaria o músico do projeto de proteção às tartarugas marinhas. "Acompanho tudo desde o começo, faço alguns vídeos promocionais e tenho uma certa culpa pela associação do Tamar com a música. Todo final de semana tem show nos principais polos do projeto, ideia maravilhosa do Guy Marcovaldi, totalmente apoiada por mim e por vários músicos".

Muito além de cada organização, Lenine conta que sua motivação são as pessoas. “Com o Sebastião Campello, por exemplo, já são 20 anos de admiração e parceria. Eu fiz parte do Movimento Pró Criança, no Recife e hoje eles estão sendo homenageados pela ONU e pelo Governo Brasileiro entre as instituições nacionais que mais vêm contribuindo para os objetivos de desenvolvimento do milênio.Recentemente, também, participei das comemorações pelos 40 anosdas comemorações pelos 40 anos da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese), em Salvador”, relembra.

Desde as primeiras composições, as questões sociais e ambientais estão presentes. Em Na Pressão tem “Relampiano” (Cadê neném? Tá vendendo drops no sinal prá alguém) e “Rua da Passagem” (Todo mundo tem direito à vida / Todo mundo tem direito igual), além de “Candeeiro Encantado”, do álbum O Dia em que Faremos Contato. Em Falange Canibal, Lenine indaga em “Ecos do ão”: “Mas se nós temos planos e eles são o fim da fome e da difamação, por que não pô-los logo em ação?”. Só no disco Olho de Peixe tem "O último pôr do sol" (A onda ainda quebra na praia / Espumas se misturam com o vento), "Miragem do porto" e "A gandaia das ondas". Mas nunca a natureza entrou na sua música de forma tão sorrateira quanto em Chão, em turnê pelo Brasil. Ao ouvir uma canção gravada em seu estúdio, ele percebeu que havia sido registrado também o canto afinado de um canário belga. Decidiu assumir o som na gravação, assim como é possível ouvir o coro de cigarras na Urca e outros tantos ruídos do seu cotidiano.

Programação LENINE – turnê “Música e Sustentabilidade numa só nota”

26 e 27 de março: “Centro de Referência de Esporte Educacional”, em Rio Grande
2 e 3 de abril: “Mantas do Brasil” em Santos, São Paulo
9 e 10 de abril: “Pé de Pincha” e “Bois Vermelho e Azul” em Parintins, Amazônia
15 e 16 de abril: “Caranguejo Uça” e “Projeto Diferentes Talentos” em São Gonçalo e Rio do Ouro, Rio de Janeiro
18 e 19 de abril: “Pesca Solidária” em Jericoacoara, Ceará
23 e 24 de abril: “Meros” em São Mateus, Espírito Santo
2 e 3 de maio: “Bichos do Pantanal”, em Cáceres, Mato Grosso
7 e 8 de maio: “Encauchados” em Rio Branco, Acre
3 e 4 de junho: “Comunidade Produção e Renda” em São Luis, Maranhão
6 e 7 de junho: “Cerrado Vivo” em Goianésia, Goiás.

Matéria relacionada:

Encontros Socioambientais com Lenine


21 de março de 2014

Levantamento da SOS Mata Atlântica indica a necessidade de cuidado mais efetivo com nossos rios

Por Cláudia Rocco.

Levantamento de água SOS Mata Atlântica


Um levantamento com a medição da qualidade da água em 96 rios, córregos e lagos de sete Estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais), coordenado pela Fundação SOS Mata Atlântica, revela uma situação alarmante: 40% destas águas apresentam qualidade ruim ou péssima.

Os dados, divulgados na semana em que se celebra o Dia da Água (22 de março), foram coletados entre março de 2013 e fevereiro de 2014 e incluem um levantamento inédito, que envolveu 32 Subprefeituras da cidade de São Paulo, além de 15 pontos do Rio de Janeiro.

De um total de 177 pontos analisados, 87 tiveram sua qualidade da água considerada regular, 62 foram classificados como ruins e 9 apresentaram situação péssima. Apenas 19 dos rios e mananciais – todos localizados em áreas protegidas e que contam com matas ciliares preservadas – mostraram boa qualidade. E nenhum dos pontos analisados foi avaliado como ótimo.

Em porcentagem:

ÓTIMA
0
0%
BOA
19
10,73%
REGULAR
87
49,15%
RUIM
62
35,02%
PÉSSIMA
9
5,08%
TOTAL
177
100%









 Os melhores resultados foram obtidos em áreas protegidas, como alguns pontos da Bacia do Alto Tietê na Área de Proteção Ambiental (APA) Capivari-Monos e no Parque Várzeas do Tietê. Em Minas, foi encontrada água com qualidade boa em Extrema, na APA Fernão Dias. E no Espírito Santo, também foi observada água com qualidade boa no município de Santa Teresa, conhecido como Santuário Capixaba da Mata Atlântica, que possui ricos ambientes biológicos como as Reservas de Santa Lúcia e Augusto Ruschi.

Já as principais fontes de poluição e contaminação são decorrentes da falta de tratamento de esgotos domésticos, de produtos químicos lançados nas redes públicas e da poluição difusa proveniente do lixo e resíduos sólidos descartados de forma inadequada nas cidades, além do desmatamento e do uso de defensivos e fertilizantes nas zonas rurais.

O pior desempenho de pontos próximos a grandes adensamentos urbanos fica evidente em um recorte que reúne as 34 coletas feitas pela equipe da SOS Mata Atlântica nas 32 Subprefeituras da cidade de São Paulo. O levantamento inédito, realizado durante o mês de fevereiro de 2014, apresentou os seguintes resultados:

ÓTIMA
0
0%
BOA
0
0%
REGULAR
6
17,65%
RUIM
20
58,82%
PÉSSIMA
8
23,53%
TOTAL
34
100,00%









Já os 15 pontos de coleta analisados na cidade do Rio de Janeiro durante todo o mês de fevereiro de 2014, em locais menos impactados pela urbanização, obtiveram um desempenho mediano, sem nenhum resultado péssimo, bom ou ótimo:

ÓTIMA
0
0%
BOA
0
0%
REGULAR
9
40,00%
RUIM
6
60,00%
PÉSSIMA
0
0%
TOTAL
15
100%


 Outro dado relevante no levantamento feito pela SOS Mata Atlântica é uma comparação de 88 pontos de 34 cidades nos Estados de SP e MG que haviam sido monitorados em 2010, na qual foi possível perceber que a quantidade de corpos hídricos em péssimo estado caiu de 15 para 7, enquanto o número de rios em situação ruim subiu de 18 para 29 e os rios em boas condições subiram de 5 para 15.

ÍNDICES
2010
%
2014
%
ÓTIMA
0
0
0
0
BOA
5
4,44
15
13,2
REGULAR
50
44
37
32,6
RUIM
18
15,84
29
16,7
PÉSSIMA
15
13,2
7
6,16
TOTAL
88
100%
88
100%










 Segundo os técnicos, um dos destaques positivos foi a cidade de Salto, no interior paulista, onde o ponto de captação saiu do regular (quase ruim) para bom, após ter sido realizado um programa de três anos de restauração florestal. Já o Rio Tamanduateí, que em 2010 esboçava uma recuperação após uma série de medidas de tratamento de esgoto, manteve qualidade péssima após uma nova onda de ocupações irregulares.

Portanto, a conclusão é um tanto quanto paradoxal, pois apesar de triste e preocupante, a situação é otimista, já que os resultados apresentados em 2014 indicam uma melhora significativa em relação ao mesmo estudo realizado em 2010, quando 15% das águas eram consideradas péssimas (hoje são “apenas” 7%). O aumento das águas ruins de 18 para 29%, só foi possível, pois o péssimo diminui. As regulares, por sua vez, diminuíram de 50 para 37% e 15% das águas foram consideradas boas, contra 5% em 2010.

Sim, a situação é complexa e confusa e ainda temos um longo, muito longo caminho a percorrer para chegar em um cenário perto do aceitável. Mas, são estudos como esse e participação social (veja mais em nosso site) que podem nos levar a isso!

O relatório completo com especificações de todos os pontos analisados e classificações de cada ponto em 2010 e 2014, além de gráficos comparativos, podem ser acessados em http://bit.ly/rios2014.

Vamos comemorar o Dia da Água, celebrado amanhã (22/3) com mais carinho e respeito?

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11 de novembro de 2013

COP 19 prepara-se para novo acordo de clima até 2015


Começa hoje, 11 de novembro, e segue até dia 22, em Varsóvia, na Polônia, a 19ª Conferência das Partes - COP 19, com o objetivo de trilhar novos caminhos para um acordo internacional para cortar emissões de gases de efeito estufa.

Esta conferência é uma importante reunião, onde estarão presentes governos de mais de 190 países, que vão discutir sobre um acordo internacional para temas associados à mitigação, financiamento e adaptação às mudanças climáticas.

O objetivo deste acordo é obrigar os países a agir, por força de lei, a reduzir o lançamento de gases para a atmosfera. O novo tratado deverá ser assinado por todos os países na conferência em Paris, em 2015, e entrar em vigor a partir de 2020.

O novo acordo internacional teve a sua criação definida na COP17 na África do Sul, visando substituir o antigo Protocolo de Kyoto vigente de 2008 a 2012, que buscava garantir que os países desenvolvidos reduzissem suas emissões em 5,2% entre 2008 e 2012 com base nas emissões de 1990. O Protocolo Kyoto não alcançou suas metas, principalmente por não contemplar grandes emissores mundiais, como os Estados Unidos, que não ratificaram o protocolo, e países em desenvolvimento como o Brasil, Índia e China, responsáveis por uma grande parte das emissões globais.

"O grande desafio do novo protocolo a ser definido em 2015 é definir padrões seguros de emissões respeitando a responsabilidade histórica dos países e garantindo um desenvolvimento de baixo carbono para o mundo com base em um princípio de equidade", explica o coordenador interino de mudanças climáticas e energia do WWF-Brasil, André Nahur.

A conferência deste ano começa dando exemplos de como os países tem tratado o tema, segundo a chefe da delegação do WWF, Tasneem Essop: " O governo polonês tem demonstrado como não lidar com essa importante negociação e tem expectativas muito baixas para esta reunião. Ele estão tentando emplacar uma abordagem que respalda o carvão como um carvão verde, coisa que não existe". De acordo com ela, o mundo das políticas de clima e energia ainda é pautado por interesses de empresas de combustíveis fósseis e não por decisões que buscam um objetivo comum do que é o melhor para o mundo e para a humanidade.

A COP 19 começa em um contexto mundial complexo de mudanças climáticas, em que os níveis seguros de emissões de gases de efeito estufa foram atingidos em maio de 2013. O 5º Relatório do IPCC, lançado em setembro deste ano, reafirmou que há mais de 95% de probabilidade que a ação do homem é responsável pela elevação média da temperatura, principalmente por causa da queima de combustíveis fósseis e do desmatamento, chegando a aumentos de 40% de CO2 na atmosfera desde 1750.

O Brasil se apresenta como um importante membro do BASIC, formados também pela África do Sul, Índia e China, com negociadores de alto nível, e muitas vezes com papel de liderança em questões específicas na UNFCC  (Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas). "Apesar de o Brasil ter reduzido quase 80% de sua meta de 36.1 a 38.9% de suas emissões, principalmente com base na redução do desmatamento na Amazônia, o país continua investindo principalmente em energia hidroelétrica, geração elétrica baseada em carvão e na exploração do petróleo, desconsiderando o seu potencial solar e eólico e perdendo a oportunidade de criar um desenvolvimento baseado em baixo carbono e de segurança climática para a sua população," avalia André Nahur.

Fonte: WWF-Brasil


5 de novembro de 2013

Claro troca pontos por descarte consciente de celulares e baterias

Claro Recicla / Divulgação

Os clientes Claro Clube Pós podem aproveitar a nova promoção da operadora para trocar celulares e baterias sem uso por pontos. De 4 de novembro a 31 de dezembro, o programa Claro Recicla deixará à disposição dos clientes cerca de dois mil pontos de coleta instalados em lojas próprias e agentes autorizados em todo o Brasil.

Um celular completo (celular e bateria) vale 200 pontos. Se levar um celular sem bateria ou uma bateria de celular, o valor cai para 100 pontos. A pontuação é limitada a mil pontos durante o período da promoção, independentemente da quantidade de celular e baterias entregues.

A pontuação é válida por 24 meses e será creditada imediatamente para que o cliente possa juntar e trocar por bônus para a compra de vários produtos como celulares, tablets, modems 3G e pacotes de minutos ou créditos.

Para minimizar o impacto do lixo eletrônico no meio ambiente, a Claro criou o Claro Recicla, programa que contribui para a conscientização da população sobre a destinação ambientalmente correta para os celulares, baterias recarregáveis, chips e acessórios obsoletos ou fora de uso.

O Instituto Claro realiza diversas ações educativas. Entre elas estão a cartilha e o vídeo sobre o lixo eletrônico, disponíveis no site: www.institutoclaro.org.br/clarorecicla.

Mais informações no site www.claro.com.br.